O que é ser de esquerda?

Ser de esquerda é dar prioridade à redução das desigualdades, em geral com mais ação do Estado: serviços públicos amplos, impostos maiores para quem ganha mais, proteção ao trabalhador e ampliação de direitos de grupos discriminados.

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Faixa esquerda na escala dos especialistas: média de 1,51–3.

O que a esquerda costuma defender

Na economia: Estado que planeja e investe, empresas estratégicas sob controle público, programas de transferência de renda, salário mínimo com ganhos reais e leis trabalhistas fortes.

Nos costumes: ações afirmativas (cotas), direitos de pessoas LGBT, descriminalização de condutas individuais e Estado laico. Uma parte da esquerda, porém, é mais conservadora em costumes, sobretudo entre eleitores religiosos.

Correntes dentro da esquerda

Partidos na faixa da esquerda segundo os especialistas

Na pesquisa com cientistas políticos de 2022, ficaram na faixa da esquerda (média de 1,51 a 3): UP (1,63), PCdoB (1,78) e PT (2,68). Mais à esquerda, na faixa numérica “extrema esquerda” (até 1,5): PSTU (0,51), PCO (0,55), PCB (0,69) e PSOL (1,41).

Nesta pesquisa, “extrema” é só o nome da faixa numérica nas pontas da escala (0 a 1,5 e 8,51 a 10). Os autores avisam que a faixa não avalia se o partido é antissistema ou antidemocrático.

Descubra onde você fica: responda 24 frases e veja seu resultado na meia-lua, com economia e costumes separados.

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Perguntas frequentes

Ser de esquerda é ser comunista?

Não necessariamente. O comunismo é uma corrente da esquerda, mas a maior parte dos partidos de esquerda no mundo é social-democrata ou socialista democrática e aceita eleições, propriedade privada e economia de mercado.

Quais partidos são de esquerda no Brasil?

Pela média dos especialistas em 2022, ficaram na faixa da esquerda UP (1,63), PCdoB (1,78) e PT (2,68). A tabela de partidos mostra todos, com a divergência entre os especialistas.

Fontes conferidas em : Bolognesi, Ribeiro, Codato e Silva, Opinião Pública (2025), dados no Harvard Dataverse; Zucco e Power, Latin American Politics and Society (2023), Brazilian Legislative Surveys. Detalhes em metodologia e fontes. Achou um erro? Sugira uma correção.